- O inferno existe mesmo?
- Para a Bíblia, sim. Das doze vezes que a palavra Geena aparece no Novo Testamento, onze estão na boca de Jesus, e ele fala do juízo final como algo real (Mateus 25:46). As grandes tradições cristãs divergem sobre como ele é — fogo literal ou imagem, tormento sem fim ou destruição —, não sobre se ele existe.
- Qual a diferença entre Sheol, Hades e Geena?
- Sheol, no Antigo Testamento, é o mundo dos mortos, para onde todos iam — Jacó diz que descerá ao Xeol de luto pelo filho (Gênesis 37:35). Hades é a palavra grega equivalente, e a Bíblia Livre traduz as duas por Xeol. Geena era o vale de Hinom, ao sul de Jerusalém, onde crianças tinham sido queimadas em sacrifício a ídolos (Jeremias 7:31); Jesus tomou esse lugar maldito como imagem do juízo final, e é a Geena que as Bíblias costumam traduzir por inferno.
- O inferno é eterno?
- A Bíblia chama o castigo de eterno (Mateus 25:46; 2 Tessalonicenses 1:9), e é aqui que os cristãos divergem. A maioria entende um sofrimento consciente sem fim (Apocalipse 14:11); outros entendem que eterno é o resultado — os perdidos deixam de existir, a segunda morte (Apocalipse 20:14). As duas leituras levam o texto a sério e concordam que a perda é definitiva.
- Quem vai para o inferno?
- A Bíblia não entrega uma lista para julgarmos os outros; ela diz que ninguém se salva por ser bom o bastante e que todos dependem da graça de Deus (Efésios 2:8-9). Jesus resume: quem crê nele não é condenado, e quem não crê já está condenado (João 3:18). O juízo pertence a Deus, que conhece cada coração e é paciente com todos (2 Pedro 3:9).