- “Pai nosso”
- Jesus ensina a chamar Deus de Pai — e no plural: ninguém ora sozinho. É a mesma confiança do “Aba, Pai!” (Romanos 8:15), vivida em família.
- “que estás nos céus”
- O Pai é próximo, mas não é pequeno: está acima de tudo. É a ele que se entrega o que foge das nossas mãos.
- “santificado seja o teu nome”
- O primeiro pedido não é por nós: que Deus seja reconhecido como santo — na nossa vida, nas nossas palavras, no mundo.
- “Venha o teu Reino”
- Pedir que Deus reine: agora, no coração de quem ora, e por completo quando Cristo voltar.
- “Seja feita a tua vontade, tanto na terra, assim como no céu”
- Render a própria vontade à de Deus, como Jesus no Getsêmani: “não seja como eu quero, mas sim como tu queres” (Mateus 26:39).
- “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”
- Pedir o necessário para hoje, como o maná que Deus dava a cada dia (Êxodo 16:4), e deixar o amanhã com ele: “o amanhã cuidará de si mesmo” (Mateus 6:34).
- “E perdoa-nos nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores”
- O pecado aparece como dívida que não conseguimos pagar. Jesus liga o perdão recebido ao perdão dado — e é o único pedido que ele comenta logo depois da oração (Mateus 6:14-15).
- “E não nos conduzas à tentação”
- Pedir força e proteção na hora da prova. Deus não tenta ninguém para o mal (Tiago 1:13); quem ora assim pede para não ser deixado sozinho diante dela.
- “mas livra-nos do mal”
- No grego, pode ser “do mal” ou “do Maligno”: as duas leituras são possíveis. É o pedido de livramento de todo mal e de quem está por trás dele.
- “porque teu é o Reino, o poder, e a glória, para sempre, Amém”
- A oração termina em louvor. Essa frase final não está nos manuscritos mais antigos de Mateus, e por isso algumas Bíblias a trazem em nota; ela ecoa 1 Crônicas 29:11 e já era usada pela igreja antiga.